quinta-feira, 21 de maio de 2009
Conheça o tamanduá-robô
“O robô, batizado de Amiko, é uma obra de arte robótica que não tem prazo de conclusão. Ele será aperfeiçoado com o passar do tempo, assim como ocorre com a própria evolução dos seres vivos”, conta Christus da Nóbrega, autor do trabalho de pesquisa que deu origem ao projeto.
Quando estiver pronto, o tamanduá-robô será capaz de reagir com emoções e atitudes diferentes, como raiva, tristeza e alegria, combinando tudo isso com movimento. O invento poderá, por exemplo, seguir alguém com quem estiver brincando, ou se afastar de algo que o incomoda. A inteligência do robô estará na sua capacidade de aprender a se relacionar com as pessoas.
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“O tamanduá-robô está programado para adotar algumas posturas consideradas universais pelos pesquisadores entre os animais, como abaixar a cabeça quando estiver triste. Se estiver com raiva, por exemplo, ele testará diferentes sons e posturas até encontrar a melhor forma de transmitir seu sentimento para as pessoas”, explica Christus.e assista a uma animação que mostra o tamanduá-robô em ação)
Para demonstrar emoções, o tamanduá-robô terá alguns recursos tecnológicos. Os pêlos que apresenta nas costas, por exemplo, lhe permitirão sentir um toque e diferenciar uma carícia de um tapa. Além disso, ele será capaz de emitir e identificar sons específicos e verá o mundo através de uma câmera, de forma a identificar a luminosidade e reconhecer as pessoas. No futuro, a idéia é que ele também possa associar um determinado indivíduo com as informações de um histórico. Portanto, muito cuidado ao puxar o rabo do tamanduá: ele poderá guardar mágoa de você.
Ninguém, porém, precisa se preocupar com um possível ataque do tamanduá-robô. Isso porque ele é dócil e só reagirá com sons e posturas. Além disso, as pessoas que ficam entediadas com coisas previsíveis também não têm razão para achar que logo enjoarão desse animal de estimação robótico. O tamanduá-robô será programado, assim como já é feito em alguns videogames, para, às vezes, agir de forma inesperada, tornando-se mais interessante.
O tamanduá-robô ainda não está nas lojas, e nem há previsão de quando isso vai acontecer. Tudo irá depender de empresas que quiserem investir no conceito. No futuro, sistemas assim poderão ser utilizados em máquinas, eletrodomésticos e até brinquedos inteligentes, desenvolvendo, cada vez mais, o antigo sonho de robôs e pessoas interagirem.
FÍSICA E QUÍMICA
Química da digestão
Para viver, entre outras coisas, precisamos de energia. Essa energia usada pelo nosso organismo vem das reações químicas que acontecem nas nossas células.
No motor do carro, por exemplo, a gasolina ou o álcool misturam-se com o ar, produzindo a combustão, que é uma reação química entre o combustível e o oxigênio do ar. Do mesmo modo, nas células do nosso organismo, os alimentos reagem com o oxigênio para produzir energia.
No nosso corpo, os alimentos são transformados nos seus componentes mais simples, equivalentes à gasolina ou ao álcool, e, portanto, mais fáceis de queimar. O processo se faz através de um grande número de reações químicas que começam a se produzir na boca, seguem no estômago e acabam nos intestinos. Daí, esses componentes são transportados pelo sangue até as células. Tudo isso também consome energia.
A energia necessária para todas essas transformações é produzida pela reação química entre esses componentes mais simples, que são o nosso combustível, e o oxigênio do ar. Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem chamas, que se faz dentro de pequenas formações que existem nas células, as mitocôndrias, que são nossas verdadeiras usinas de energia.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
A Revolta da Vacina
Quem teve a idéia de obrigar toda a população da cidade do Rio de Janeiro a se vacinar contra a varíola foi o médico Oswaldo Cruz, então Diretor de Saúde Pública ‐ cargo equivalente, hoje, ao de Ministro da Saúde. Havia sempre surtos da doença na cidade e, por isso, a sugestão de Oswaldo Cruz virou lei, aprovada pelo governo federal em 31 de agosto de 1904.
A vacinação era feita pela brigada sanitária, que era uma comissão de empregados da área de saúde preparados para executar esse serviço. Eles entravam na casa das pessoas e vacinavam todos que lá estivessem, uma forma de agir que indignou a população. Os jornais criticavam a nova lei e cada vez mais incentivavam as pessoas a tomar alguma providência contra ela. Como a maioria da população não tinha acesso à educação e muitos nem sabiam ler, a imprensa usava charges e caricaturas ‐ ilustrações engraçadas ‐ para traduzir o que queria dizer. Oswaldo Cruz virou o alvo de muitos desses desenhos.
Então, no dia 10 de novembro de 1904, por causa da obrigatoriedade da vacinação ‐ e também porque muitas pessoas estavam descontentes com as obras que o governo andava fazendo na cidade ‐, militares, políticos, intelectuais e a população insatisfeita saíram às ruas para protestar. Primeiro, no centro do Rio de Janeiro. Depois, por vários bairros da cidade. A maior concentração aconteceu no bairro chamado Saúde, onde as pessoas estavam mais indignadas com a situação. A revolta durou uma semana e o saldo foi assustador para a época: 110 feridos, 945 presos, 461 deportados para o Acre e 30 pessoas mortas.
Para Carlos Fidélis, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e coordenador das comemorações do centenário da Revolta da Vacina, a manifestação foi um exemplo de cidadania, já que a população deixou clara sua insatisfação com o governo. A cidade, no entanto, estava uma bagunça e, então, foi decretado que o Rio de Janeiro estava em estado de sítio, o que significa que passava por um período de grave perturbação da ordem.Nessa situação, algumas leis podem ser anuladas para que a paz volte. Como resultado, a lei da vacinação obrigatória foi suspensa e as pessoas, aos poucos, acalmaram-se. No final das contas, a lição que ficou foi que Oswaldo Cruz não estava inteiramente errado: a vacinação era necessária ‐ a maneira com que foi feita é que chocou a população. Prova disso é que, pouco tempo depois, de 1907 a 1908, nova epidemia de varíola aconteceu e as pessoas seguiram de livre e espontânea vontade para os postos de vacinação. Afinal, as vacinas são grandes aliadas da nossa saúde!
| Para marcar o centenário da Revolta da Vacina, a Fundação Oswaldo Cruz preparou uma exposição. A mostra traz cartazes ilustrados com informações sobre a rebelião popular, microscópios que podem ser utilizados pelos visitantes, mostruários com frascos de vacinas, o aparelho utilizado para a vacinação contra a varíola e uma réplica do mosquito causador da dengue, com mais de 2 metros de altura. Há ainda um laboratório instalado para quem quiser observar passo a passo como se prepara uma vacina. |
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
500 anos de muita criatividade
Nosso passeio pelos inventos começa com o sonho dos portugueses de desbravar o Oceano Atlântico. Os navegadores precisavam enfrentar o que chamavam de Mar Tenebroso - onde imaginavam existir serpentes e monstros marinhos - para encontrar um caminho marítimo para as Índias. Antes de começar a aventura, foi preciso criar vários instrumentos de navegação para ajudar os marinheiros a determinar a localização do barco e a guiá-lo pelo oceano.
Em vez de chegar às Índias, a esquadra de Pedro Álvares Cabral alcançou o Brasil. Ao desembarcar aqui em 1500, os portugueses encontraram os habitantes da terra desconhecida e nossos primeiros inventores: os índios. Com argila, fibras trançadas, madeiras e ossos esculpidos eles eram criaram de adereços para o corpo a armas de guerra!
No início da colonização, os índios foram usados como escravos, mas acabaram substituídos pelos negros africanos. Trazidos à força nos porões de navios, os africanos trabalharam nas fazendas de cana-de-açúcar, na agricultura e na mineração. Para realizar essas atividades, os portugueses trouxeram instrumentos como a moenda
de três cilindros verticais, utilizada nos engenhos do açúcar.
Na virada do século 20, as cidades cresceram e a população também. As invenções da época eram voltadas para o transporte e o saneamento, pois as pessoas precisavam ir de um lado a outro da cidade rapidamente e havia uma epidemia de peste bubônica, uma doença transmitida por ratos. Mas a doença não era a única preocupação da época: com muito dinheiro no bolso por causa do cultivo de café, moças e rapazes começaram a valorizar a aparência. Os vestidos, roupas e adereços precisavam estar na moda. Só que alguns modismos eram muito curiosos...
Em 1907, Santos Dumont era notícia por voar com o seu aeroplano Demoiselle. Até então, quem imaginava que o homem poderia voar? As pessoas devem ter ficado espantadas! E você? Ficaria de queixo caído ao ver um trem que levita? Ou ao saber que bambus podem se tornar aparelhos para deficientes físicos? Pois é, essas são algumas invenções brasileiras recentes que são apresentadas ao público na exposição. Se você está louco de curiosidade, não deixe de visitá-la!
Brasileiros centenários
Mas o que seria o censo demográfico? Para que ele serve? O censo é uma pesquisa realizada pelo IBGE a cada dez anos, com o objetivo de levantar diversas informações sobre a população brasileira, como seu número total e idade. Para isso, pesquisadores do instituto aplicam questionários em todas as casas do país. Depois de organizados, esses dados passam a ter bastante importância para o governo, ajudando-o a planejar os recursos a serem gastos com a sociedade.
E foi justamente a partir da análise dos dados dos censos de 1991 e de 2000 que se percebeu o aumento no número de brasileiros centenários. Segundo Luiz Antonio Oliveira, pesquisador do IBGE, desde o censo de 1991, o número de pessoas com mais de cem anos quase duplicou. Se, em 1991, havia apenas 13.865 indivíduos com essa idade, no ano 2000, esse número passou para 24.576, sendo 14.153 mulheres e 10.423 homens. Vale lembrar que esse aumento da expectativa de vida já ocorre há mais tempo em outros países, como os Estados Unidos, e também na Europa como um todo.
E por que isso tem acontecido? Luiz Antonio aponta como causas principais os avanços na área de saúde, como o diagnóstico precoce de doenças, e os remédios e as técnicas de medicina mais eficazes, que ajudam a prolongar a vida das pessoas. Também é importante lembrar da adoção de medidas de saúde pública, como a vacinação e o saneamento básico, fundamentais para a redução da mortalidade.
Dentre os estados brasileiros com o maior número de centenários, destacam-se São Paulo, com 4.457, seguido da Bahia (2.808), Minas Gerais (2.765), Rio de Janeiro (2.029) e Rio Grande do Sul (1.313). Porém, o pesquisador lembra da dificuldade em se conseguir esses números. Isso porque, no início do século 20, época em que essas pessoas nasceram, o acesso à certidão de nascimento era bastante limitado. Sendo assim, por vezes, quem costuma declarar a idade desses idosos são os seus familiares, que, em algumas ocasiões, não sabem dizê-la com precisão.
E você? O que acharia de viver por tanto tempo? A partir de todas essas informações, eis aí uma pergunta que tanto você quanto seus amigos poderiam pensar a respeito!