quinta-feira, 21 de maio de 2009

jogos de meninas

http://www.jogosdemenina.com.br/habilidades/Class_Room_Flirting_2692.html

Conheça o tamanduá-robô

Venham, meninas e meninos, conhecer mais uma novidade da robótica, a ciência responsável por criar e construir robôs. Trata-se de uma invenção inspirada em um animal selvagem das florestas e savanas das Américas Central e do Sul muito comum no Brasil. Uma criação que não tem nada de carne, nem de osso, mas pode ser, no futuro, usada como um bicho de estimação. Estamos falando do tamanduá-robô, um robô interativo que está sendo desenvolvido no Instituto de Artes e no Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília.

“O robô, batizado de Amiko, é uma obra de arte robótica que não tem prazo de conclusão. Ele será aperfeiçoado com o passar do tempo, assim como ocorre com a própria evolução dos seres vivos”, conta Christus da Nóbrega, autor do trabalho de pesquisa que deu origem ao projeto.

Quando estiver pronto, o tamanduá-robô será capaz de reagir com emoções e atitudes diferentes, como raiva, tristeza e alegria, combinando tudo isso com movimento. O invento poderá, por exemplo, seguir alguém com quem estiver brincando, ou se afastar de algo que o incomoda. A inteligência do robô estará na sua capacidade de aprender a se relacionar com as pessoas.

As posturas programadas para expressar os estados emocionais do tamanduá-robô são: neutro, alegria, tristeza, raiva, medo, dormindo. A cor dos olhos também mudará de acordo com o sentimento. (Créditos: Christus da Nóbrega).


“O tamanduá-robô está programado para adotar algumas posturas consideradas universais pelos pesquisadores entre os animais, como abaixar a cabeça quando estiver triste. Se estiver com raiva, por exemplo, ele testará diferentes sons e posturas até encontrar a melhor forma de transmitir seu sentimento para as pessoas”, explica Christus.
e assista a uma animação que mostra o tamanduá-robô em ação)

Para demonstrar emoções, o tamanduá-robô terá alguns recursos tecnológicos. Os pêlos que apresenta nas costas, por exemplo, lhe permitirão sentir um toque e diferenciar uma carícia de um tapa. Além disso, ele será capaz de emitir e identificar sons específicos e verá o mundo através de uma câmera, de forma a identificar a luminosidade e reconhecer as pessoas. No futuro, a idéia é que ele também possa associar um determinado indivíduo com as informações de um histórico. Portanto, muito cuidado ao puxar o rabo do tamanduá: ele poderá guardar mágoa de você.

Ninguém, porém, precisa se preocupar com um possível ataque do tamanduá-robô. Isso porque ele é dócil e só reagirá com sons e posturas. Além disso, as pessoas que ficam entediadas com coisas previsíveis também não têm razão para achar que logo enjoarão desse animal de estimação robótico. O tamanduá-robô será programado, assim como já é feito em alguns videogames, para, às vezes, agir de forma inesperada, tornando-se mais interessante.

O tamanduá-robô ainda não está nas lojas, e nem há previsão de quando isso vai acontecer. Tudo irá depender de empresas que quiserem investir no conceito. No futuro, sistemas assim poderão ser utilizados em máquinas, eletrodomésticos e até brinquedos inteligentes, desenvolvendo, cada vez mais, o antigo sonho de robôs e pessoas interagirem.

FÍSICA E QUÍMICA

Química da digestão

Para viver, entre outras coisas, precisamos de energia. Essa energia usada pelo nosso organismo vem das reações químicas que acontecem nas nossas células.

Podemos nos comparar a uma fábrica que funciona 24 horas por dia. Vivemos fazendo e refazendo os materiais de nossas células. Quando andamos, cantamos, pensamos, trabalhamos ou brincamos, estamos consumindo energia química gerada pelo nosso próprio organismo. E o nosso combustível vem dos alimentos que comemos.

No motor do carro, por exemplo, a gasolina ou o álcool misturam-se com o ar, produzindo a combustão, que é uma reação química entre o combustível e o oxigênio do ar. Do mesmo modo, nas células do nosso organismo, os alimentos reagem com o oxigênio para produzir energia.

No nosso corpo, os alimentos são transformados nos seus componentes mais simples, equivalentes à gasolina ou ao álcool, e, portanto, mais fáceis de queimar. O processo se faz através de um grande número de reações químicas que começam a se produzir na boca, seguem no estômago e acabam nos intestinos. Daí, esses componentes são transportados pelo sangue até as células. Tudo isso também consome energia.

A energia necessária para todas essas transformações é produzida pela reação química entre esses componentes mais simples, que são o nosso combustível, e o oxigênio do ar. Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem chamas, que se faz dentro de pequenas formações que existem nas células, as mitocôndrias, que são nossas verdadeiras usinas de energia.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A Revolta da Vacina

Hoje, se uma nova vacina é criada e o governo aconselha a população a tomá-la, ninguém fica indignado. A maioria das pessoas até corre para os postos de saúde com o intuito de se livrar logo da ameaça de pegar uma doença. Mas, há exatos 100 anos, uma lei que obrigava as pessoas a tomar uma vacina causou o maior rebuliço na cidade do Rio de Janeiro: foi a Revolta da Vacina, uma verdadeira rebelião que tomou conta das ruas.
Quem teve a idéia de obrigar toda a população da cidade do Rio de Janeiro a se vacinar contra a varíola foi o médico Oswaldo Cruz, então Diretor de Saúde Pública ‐ cargo equivalente, hoje, ao de Ministro da Saúde. Havia sempre surtos da doença na cidade e, por isso, a sugestão de Oswaldo Cruz virou lei, aprovada pelo governo federal em 31 de agosto de 1904.

A vacinação era feita pela brigada sanitária, que era uma comissão de empregados da área de saúde preparados para executar esse serviço. Eles entravam na casa das pessoas e vacinavam todos que lá estivessem, uma forma de agir que indignou a população. Os jornais criticavam a nova lei e cada vez mais incentivavam as pessoas a tomar alguma providência contra ela. Como a maioria da população não tinha acesso à educação e muitos nem sabiam ler, a imprensa usava charges e caricaturas ‐ ilustrações engraçadas ‐ para traduzir o que queria dizer. Oswaldo Cruz virou o alvo de muitos desses desenhos.

Então, no dia 10 de novembro de 1904, por causa da obrigatoriedade da vacinação ‐ e também porque muitas pessoas estavam descontentes com as obras que o governo andava fazendo na cidade ‐, militares, políticos, intelectuais e a população insatisfeita saíram às ruas para protestar. Primeiro, no centro do Rio de Janeiro. Depois, por vários bairros da cidade. A maior concentração aconteceu no bairro chamado Saúde, onde as pessoas estavam mais indignadas com a situação. A revolta durou uma semana e o saldo foi assustador para a época: 110 feridos, 945 presos, 461 deportados para o Acre e 30 pessoas mortas.

Para Carlos Fidélis, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e coordenador das comemorações do centenário da Revolta da Vacina, a manifestação foi um exemplo de cidadania, já que a população deixou clara sua insatisfação com o governo. A cidade, no entanto, estava uma bagunça e, então, foi decretado que o Rio de Janeiro estava em estado de sítio, o que significa que passava por um período de grave perturbação da ordem.

Nessa situação, algumas leis podem ser anuladas para que a paz volte. Como resultado, a lei da vacinação obrigatória foi suspensa e as pessoas, aos poucos, acalmaram-se. No final das contas, a lição que ficou foi que Oswaldo Cruz não estava inteiramente errado: a vacinação era necessária ‐ a maneira com que foi feita é que chocou a população. Prova disso é que, pouco tempo depois, de 1907 a 1908, nova epidemia de varíola aconteceu e as pessoas seguiram de livre e espontânea vontade para os postos de vacinação. Afinal, as vacinas são grandes aliadas da nossa saúde!

Para marcar o centenário da Revolta da Vacina, a Fundação Oswaldo Cruz preparou uma exposição. A mostra traz cartazes ilustrados com informações sobre a rebelião popular, microscópios que podem ser utilizados pelos visitantes, mostruários com frascos de vacinas, o aparelho utilizado para a vacinação contra a varíola e uma réplica do mosquito causador da dengue, com mais de 2 metros de altura. Há ainda um laboratório instalado para quem quiser observar passo a passo como se prepara uma vacina.

Exposição 100 anos da Revolta da Vacina: cidadania, ciência e saúde.

De terça a domingo, das 12h às 19h. Até 16 de Janeiro de 2005. Grátis!
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro/RJ.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

500 anos de muita criatividade

Quando se fala em inventor, a gente logo imagina alguém com idéias malucas, em um laboratório onde a qualquer momento algo pode explodir, não é? E quem não gostaria de encontrar um desses inventores e sugerir que ele criasse... uma máquina de fazer dever de casa?! Afinal, idéias geniais não faltam na cabeça das pessoas. E isso não é de hoje! Na exposição 500 anos de inventiva no Brasil, que já passou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro e estará em março no Espírito Santo, é possível conhecer as invenções realizadas no Brasil nos últimos 500 anos.
Nosso passeio pelos inventos começa com o sonho dos portugueses de desbravar o Oceano Atlântico. Os navegadores precisavam enfrentar o que chamavam de Mar Tenebroso - onde imaginavam existir serpentes e monstros marinhos - para encontrar um caminho marítimo para as Índias. Antes de começar a aventura, foi preciso criar vários instrumentos de navegação para ajudar os marinheiros a determinar a localização do barco e a guiá-lo pelo oceano.

Em vez de chegar às Índias, a esquadra de Pedro Álvares Cabral alcançou o Brasil. Ao desembarcar aqui em 1500, os portugueses encontraram os habitantes da terra desconhecida e nossos primeiros inventores:
os índios. Com argila, fibras trançadas, madeiras e ossos esculpidos eles eram criaram de adereços para o corpo a armas de guerra!

No início da colonização, os índios foram usados como escravos, mas acabaram substituídos pelos
negros africanos. Trazidos à força nos porões de navios, os africanos trabalharam nas fazendas de cana-de-açúcar, na agricultura e na mineração. Para realizar essas atividades, os portugueses trouxeram instrumentos como a moenda

de três cilindros verticais, utilizada nos engenhos do açúcar.

Na virada do século 20, as cidades cresceram e a população também. As invenções da época eram voltadas para o transporte e o saneamento, pois as pessoas precisavam ir de um lado a outro da cidade rapidamente e havia uma epidemia de peste bubônica, uma doença transmitida por ratos. Mas a doença não era a única preocupação da época: com muito dinheiro no bolso por causa do cultivo de café, moças e rapazes começaram a valorizar a aparência. Os vestidos, roupas e adereços precisavam estar na moda. Só que alguns modismos eram muito curiosos...

Em 1907, Santos Dumont era notícia por voar com o seu aeroplano Demoiselle. Até então, quem imaginava que o homem poderia voar? As pessoas devem ter ficado espantadas! E você? Ficaria de queixo caído ao ver um trem que levita? Ou ao saber que bambus podem se tornar aparelhos para deficientes físicos? Pois é, essas são algumas
invenções brasileiras recentes que são apresentadas ao público na exposição. Se você está louco de curiosidade, não deixe de visitá-la!

Brasileiros centenários

Você já se imaginou vivendo por mais de cem anos? Quanto tempo, não é mesmo? Pois essa idade tem sido alcançada por um número cada vez maior de pessoas em nosso país, como pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constataram ao analisar dados do censo demográfico realizado no ano 2000.

Mas o que seria o censo demográfico? Para que ele serve? O censo é uma pesquisa realizada pelo IBGE a cada dez anos, com o objetivo de levantar diversas informações sobre a população brasileira, como seu número total e idade. Para isso, pesquisadores do instituto aplicam questionários em todas as casas do país. Depois de organizados, esses dados passam a ter bastante importância para o governo, ajudando-o a planejar os recursos a serem gastos com a sociedade.

E foi justamente a partir da análise dos dados dos censos de 1991 e de 2000 que se percebeu o aumento no número de brasileiros centenários. Segundo Luiz Antonio Oliveira, pesquisador do IBGE, desde o censo de 1991, o número de pessoas com mais de cem anos quase duplicou. Se, em 1991, havia apenas 13.865 indivíduos com essa idade, no ano 2000, esse número passou para 24.576, sendo 14.153 mulheres e 10.423 homens. Vale lembrar que esse aumento da expectativa de vida já ocorre há mais tempo em outros países, como os Estados Unidos, e também na Europa como um todo.

E por que isso tem acontecido? Luiz Antonio aponta como causas principais os avanços na área de saúde, como o diagnóstico precoce de doenças, e os remédios e as técnicas de medicina mais eficazes, que ajudam a prolongar a vida das pessoas. Também é importante lembrar da adoção de medidas de saúde pública, como a vacinação e o saneamento básico, fundamentais para a redução da mortalidade.

Dentre os estados brasileiros com o maior número de centenários, destacam-se São Paulo, com 4.457, seguido da Bahia (2.808), Minas Gerais (2.765), Rio de Janeiro (2.029) e Rio Grande do Sul (1.313). Porém, o pesquisador lembra da dificuldade em se conseguir esses números. Isso porque, no início do século 20, época em que essas pessoas nasceram, o acesso à certidão de nascimento era bastante limitado. Sendo assim, por vezes, quem costuma declarar a idade desses idosos são os seus familiares, que, em algumas ocasiões, não sabem dizê-la com precisão.

E você? O que acharia de viver por tanto tempo? A partir de todas essas informações, eis aí uma pergunta que tanto você quanto seus amigos poderiam pensar a respeito!


A ciência posa para fotos

A ciência posa para fotos

Dá uma espiada na primeira foto da coluna ao lado. O que você acha que ela mostra? Aqui vai uma dica: são duas coisas que a gente encontra na cozinha. E põe na comida! O que é, o que é? Trata-se de uma dupla picante, senhoras e senhores: do lado esquerdo, está um grão de sal. Do lado direito, um grão de pimenta. Ambos fotografados enquanto eram observados por um cientista com o auxílio de um microscópio eletrônico.
O pesquisador com talento para a fotografia enviou a imagem para um concurso chamado Visões da Ciência, realizado na Europa, e adivinhe qual foi o resultado? Saiu vencedor não apenas na sua categoria, mas também teve o seu clique definido como o melhor entre todos os participantes. E olha que imagens bonitas – e curiosas – não faltavam na competição!
Vê o peixe de boca aberta na coluna ao lado? Ele estava a dez metros de profundidade, mergulhado no mar que rodeia a ilha de Curaçau, nas Antilhas holandesas, quando foi flagrado com a boca escancarada, cheia de dentes, passando por uma faxina geral conduzida por um... camarão!
Sem medo algum, o pequeno crustáceo entrou na boca do peixe sabe para quê? Para comer os parasitas nocivos à saúde do bicho que estavam dando sopa por ali. O camarão vive nas plantas que vemos no fundo da fotografia e o peixe reconhece o lugar como uma “estação de limpeza”. Quando precisa remover os parasitas, ele se aproxima dali e abre a boca, encorajando o camarão a iniciar o serviço. Essa interação entre o peixe e o camarão é chamada de mutualismo, pois os dois bichos saem ganhando: enquanto um enche a pança, o outro se livra de parasitas. Uma mãozinha e tanto que um animal dá ao outro, não?
Por falar em mãozinha, isso é o que não falta na terceira fotografia que destacamos do concurso! Espia só: uma mulher carrega um monte de braços. Mas, calma: não são de verdade. São braços de mentirinha, úteis para estudantes de medicina, que treinam, com eles, várias técnicas, como o modo de colocar tubos para retirar ou introduzir líquidos no organismo.
Todas essas fotos foram tiradas por adultos. Mas há uma categoria do concurso Visões da Ciência em que os participantes são jovens com idade entre 17 e 18 anos e outra aberta a pessoas com 16 anos ou menos. Na primeira, quem venceu foi Maximillian Schneider, de 17 anos, com a foto De olho no mundo. Ela mostra um olho observando o interior de um globo fechado, onde há vários organismos, sendo que todos se alimentam uns dos outros ou de seus resíduos. Para que esse mundinho continue existindo e funcione em perfeita ordem, apenas algo não pode faltar: luz. Afinal, ela é necessária para que as plantas possam produzir oxigênio. Nesse sentido, o globo fechado é como o nosso planeta, com a diferença que nós observamos a Terra de dentro.

Já com a fotografia Borboleta no caule de uma planta, Rachel Shillcock, de 15 anos, mostrou os diferentes tipos de células que formam o caule de um girassol e o contorno de uma borboleta pousada sobre ele. Tanto a sua foto quanto as imagens feitas pelos demais participantes mostram que não falta beleza à ciência, você não acha?